Necronomicon: mito ou realidade?

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É grande o mistério a cerca do Necronomicon, o livro do demônio. O problema quando falamos desta obra literária mística surge quando tentamos determinar sua origem.

Sabemos que o escritor de ficção cientifica e literatura fantástica H.P. Lovecraft introduziu em algumas de suas histórias a presença deste livro. Tanto em “A Sombra Perdida do Tempo” quanto em “Nas montanhas da Loucura” Lovecraft adentra o conteúdo deste livro místico e relata que o mesmo traz fórmulas mágicas ligadas a magia negra e a seres descritos como os Antigos, que habitam a Terra e só são acessíveis através dos rituais descritos no próprio Necronomicon.

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Portanto, o Necronomicon seria somente uma obra fictícia, utilizada pelo enredo de outras obras literárias para dar o tom de suspense e medo que as histórias de Lovecraft carregam.

Porém, existem outras fontes que acreditam que o Necronomicon realmente existe e seu criador foi por Abdul Alhazred em torno de 730 depois de Cristo. Nascido em Sanna no Iêmen, era um viajante em busca de sabedoria, vagou de Alexandria ao Pundjab, passando muitos anos no deserto despovoado do sul da Arábia. Alhazred dominava vários idiomas e era um excelente tradutor. Possuía também habilidades como poeta, o que proporcionava um aspecto dispersivo em suas obras.

Devido suas viagens adquiriu domínio sobre diversas áreas como matemática, filosofia, astronomia e a cultura dos povos antigos.

lAlhazred adaptou a interpretação de alguns neoplatonistas sobre o Necronomicon. Nesta versão, um grupo de anjos enviado para proteger a Terra tomou as mulheres humanas como suas esposas, procriando e gerando uma raça de gigantes que se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, peixes, répteis e todos os animais da Terra, consumindo a carne e o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram a confeccionar jóias, armas de guerra e cosméticos; além de ensinar encantos, astrologia e outros segredos.

Existe uma grande semelhança dos personagens e enredos das narrações do Necronomicon em diversas culturas. O mito escandinavo do apocalipse, chamado Ragnarok, é sugerido em certas passagens do Livro; além dos Djins Árabes e Anjos Hebraicos, que seriam versões dos deuses escandinavos citados. Este conceito também é análogo à tradição judaica dos Nephilins.

Uma tradução latina do Necronomicon foi feita em 1487 pelo padre alemão Olaus Wormius, que era secretário de Miguel Tomás de Torquemada, inquisidor-mor da Espanha. É provável que Wormius tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-lo a arriscar-se em traduzi-lo numa época e lugar tão perigosos. Uma cópia do livro foi enviada ao abade João Tritêmius, acompanhada de uma carta que continha uma versão blasfema de certas passagens do Gênese. Por sua ousadia, Wormius foi acusado de heresia e queimado juntamente com as cópias de sua tradução. Porém, especula-se que uma cópia teria sobrevivido à inquisição, conservada e guardada no Vaticano.
O percurso histórico do Necronomicon continua em 1586, quando o mago e erudito John Dee anuncia a intenção de traduzi-lo para o idioma inglês, tendo como base a versão latina de Wormius. No entanto, o trabalho de Dee nunca foi impresso, porém chegou até as mãos de Elias Ashmole (1617-1692), estudioso que os reescreveu para a biblioteca de Bodleian, em Oxford. Assim, os escritos de Ashmole ficaram esquecidos por aproximadamente 250 anos, quando o mago britânico Aleister Crowley (1875-1947), fundador do Thelema, os encontrou em Bodleian.

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O Thelema é regido pelo Livro da Lei, obra dividida em três capítulos na qual fica evidente o plagio da obra de John Dee. No ano de 1918, Crowley conhece a modista Sônia Greene e passa alguns meses em sua companhia. Sônia conhece o escritor Howard Phillip Lovecraft em 1921, e acabam por se casar em 1924. Neste período, o autor lança o romance A Cidade Sem Nome e o conto O Cão de Caça, onde menciona Abdul Alhazred e o Necronomicon.

E novamente temos o nome do escritor H.P. Lovecraft envolvido com o Necronomicon.

Dizem que a leitura do livro pode trazer a loucura ao seus leitores e que H.P Lovecraft, teria experimentado dessa loucura. Seria essa também umas das respostas ao fato do escritor ter criado diversas obras literárias carregas de referências místicas, obscuras e controversas e trazido aos seus leitores o deleite destes assombrosos seres e universo sombrio.

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