Seres Mitológicos – Esfinge

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A esfinge é, tradicionalmente, uma criatura mítica com o corpo de leão e a cabeça de um humano, um falcão, ou um gato. Na tradição grega, ela tem pernas de leão, asas de um pássaro grande e o rosto de uma mulher. São criaturas mistificadas como traiçoeiras e impiedosas. Aqueles que não podem responder seu enigma, sofrem um destino bem típico dos contos e histórias mitológicas, sendo mortos e totalmente devorados por esses monstros vorazes. Diferente da esfinge grega, a egípcia é geralmente apresentada com um ser humano. Além disso, a esfinge egípcia era vista como benevolente, em contraste com sua versão malévola grega, sendo considerada como uma espécie de guardiã, muitas vezes representadas em enormes estátuas colocadas nas entradas dos templos.

Na arte decorativa europeia, a esfinge teve um grande ressurgimento durante o Renascimento. Mais tarde, as esfinges, que seguiam muito o conceito original egípcio, foram incorporadas em muitas outras culturas, embora muitas vezes interpretadas de forma bastante equivocada, devido a problemas nas traduções dos escritos originais, e da evolução do conceito em relação a outras tradições culturais. Geralmente, o papel das esfinges está associado a grandes estruturas arquitetônicas, como tumbas reais e templos religiosos. A esfinge mais antiga conhecida foi encontrada perto de Gobekli Tepe, em Nevali Cori, Turquia, datada de 9.500 a.C.

Esfinge egípcia

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A mitologia egípcia retrata a esfinge como uma criatura mística e ancestral, geralmente representada com um leão estendido, com uma cabeça humana, geralmente a cabeça de um faraó. Assim como as pirâmides, também simbolizavam uma demonstração extrema de poder, com associações solares sagradas. Eram consideradas guardiãs, representada nas formas com cabeça de pessoa ou falcão. A maior e mais famosa é a esfinge do planalto de Gizé, a Sesheps, na Marge oeste do Nilo, possuindo um pequeno templo entre suas patas. Acredita-se que essa esfinge carrega o rosto do faraó Djedefré, sendo datada de algum momento na quarta dinastia, um período que compreende entre 2723 a.C. a 2563 a.C.

Esfinge grega

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A mitologia grega conta que uma esfinge guarda a entrada da cidade grega de Tebas, permitindo apenas a passagem de viajantes que consigam responder seu enigma. O quebra-cabeça exato perguntado pela esfinge não foi especificado por vários contadores de histórias, e não era padronizado como o dado abaixo até mais tarde na história grega. Conta-se que os deuses Hera e Ares enviaram a esfinge da Etiópia para Tebas, na Grécia, onde ela ficou responsável por questionar os viajantes com seu célebre enigma: “Que criatura anda com quatro pernas pela manhã, duas pernas à tarde e três pernas ao anoitecer”, e aqueles que eram incapazes de responder ao enigma, eram devorados pela criatura. Após ser derrotada em sua charada por Édipo, a esfinge, em seguida, atirou-se de um precipício e morreu. Aqui, Édipo pode ser visto como uma figura limiar, auxiliando na transição entre antigas práticas religiosas, representada pela morte da esfinge, e a ascensão dos novos deuses do Olimpo.

A lenda de Édipo

Laio, rei de Tebas, foi advertido por um oráculo de que haveria perigo para sua vida e seu trono se crescesse seu filho recém-nascido. Ele, então, entregou a criança a um pastor, com ordem de que fosse morta. O pastor, porém, levado pela piedade, e, ao mesmo tempo, não se atrevendo a desobedecer inteiramente à ordem recebida, amarrou a criança pelos pés e deixou-a pendendo do ramo de uma árvore. O menino foi encontrado por um camponês, que o levou aos seus patrões. O casal adotou a criança, que recebeu o nome de Édipo, ou Pés-Distendidos. Muitos anos depois, quando Laio se dirigia para Delfos, acompanhado apenas de um servo, encontrou-se, numa estrada muito estreita, com um jovem que também dirigia um carro. Como este se recusasse a obedecer à ordem de afastar-se do caminho, o servo matou um de seus cavalos, e o estranho, furioso, matou Laio e seu servo. O jovem era Édipo que, desse modo, se tornou o assassino involuntário do próprio pai.

Pouco depois desse fato, a cidade de Tebas viu-se afligida por um monstro, que assolava as estradas e era chamado de Esfinge. Tinha a parte inferior do corpo de leão e a parte superior de uma mulher e, agachada no alto de um rochedo, detinha todos os viajantes que passavam pelo caminho, propondo-lhes um enigma, com a condição de que passariam sãos e salvos aqueles que o decifrassem, mas seriam mortos os que não conseguissem encontrar a solução. Ninguém conseguira decifrar o enigma, e todos haviam sido mortos. Édipo, sem se deixar intimidar pelas assustadoras narrativas, aceitou, ousadamente, o desafio. — Qual é o animal que de manhã anda com quatro pés, à tarde com dois e à noite com três? — perguntou a Esfinge. — É o homem, que engatinha na infância, anda ereto na juventude e com ajuda de um bastão na velhice — respondeu Édipo. A Esfinge ficou tão humilhada ao ver resolvido o enigma, que se atirou do alto do rochedo e morreu. A gratidão do povo pela sua libertação foi tão grande que fez de Édipo seu rei, dando-lhe a rainha Jocasta em casamento. Não conhecendo seus progenitores, Édipo já se tornara assassino do próprio pai; casando-se com a rainha, tornou-se marido da própria mãe. Esses horrores ficaram desconhecidos, até que Tebas foi assolada pela peste e, sendo consultado o oráculo, revelou-se o duplo crime de Édipo.

Jocasta pôs fim à própria vida e Édipo, tendo enlouquecido, furou os olhos e fugiu de Tebas, temido e abandonado por todos, exceto pelas filhas, que fielmente o seguiram, até que, depois de dolorosa peregrinação, ele se libertou de sua desgraçada vida.

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